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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Curiosidade

Desde o começo das civilizações, o homem precisa medir o que está ao seu redor: as distâncias entre os lugares, o peso de diferentes produtos, o tamanho das casas. Isso faz parte do dia a dia! Aposto que você tem na ponta da língua as unidades de medida mais usadas hoje: o metro, o litro, o quilo...

Mas nem sempre foi assim. No passado, cada povo criava seu próprio sistema de medidas usando unidades como as partes do corpo de seu rei – pés, palmos, polegadas. Quando um rei morria, outro entrava em seu lugar e todos tinham que se adaptar às novas medidas.

Foi só no século 17 que pensadores franceses criaram uma forma única de medir a natureza. Eles resolveram dividir a distância entre os pólos Norte e Sul da Terra por quatro e, depois, dividir novamente o resultado por dez milhões. O resultado foi o que hoje entendemos por um metro e, assim, surgiu a ciência das medições, que chamamos de metrologia.

A partir do metro – medida de comprimento –, os franceses determinaram também medidas de massa e volume. Por exemplo, um grama é o mesmo que um centímetro cúbico de água à temperatura de quatro graus Celsius. Já um litro é equivalente ao volume de um cubo de dez centímetros de lado, ou seja, um decímetro cúbico.

A criação de um sistema de medidas universal é muito importante para o comércio entre os países, já que compradores e vendedores podem medir e pesar seus produtos da mesma forma. Bem melhor do que a maneira como era no século 14: naquela época, uma unidade de medida comum era a distância entre o cotovelo e a ponta do dedo médio – mas cada pessoa tem o braço de um tamanho diferente! Já pensou a confusão?

No Brasil, o órgão especializado na ciência das medições é o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Ele analisa com precisão as medidas de diferentes produtos, para garantir que o consumidor não seja enganado.

Fonte: Ciência Hoje das Crianças

A areia movediça

Você já deve ter visto esta cena nos filmes de ação: de repente, alguém pisa em um terreno não muito seguro e começa a desaparecer. É areia movediça! Socorro! Aí, o mocinho aparece e puxa a pessoa para fora, evitando uma tragédia – ufa!

Cá entre nós, o cinema comete uma grande injustiça com a areia movediça. Ela passa por vilã da história quando, na verdade, é mais uma vítima. Sim, caros leitores: a areia movediça é uma vítima do excesso de água!

Você pode entender isso melhor experimentando caminhar na beira do mar, com o vai e vem das ondas. Quando a onda passa por seus pés, a areia parece se tornar mais fofa, voltando a endurecer quando a onda se recolhe. Essa é uma amostra, digamos, fraquinha do efeito areia movediça. Quando a onda recua, a água que está entre os grãos de areia vai na mesma direção, deixando a areia mais seca, com grãos mais próximos uns dos outros, que resistem a se mover. Já se houver muita água entre os grãos, a areia fica com aspecto liquido, os grãos bóiam nesta água e se movem mais facilmente.

O excesso de água diminui muito a sustentação da areia e, aí, se algo cai sobre um líquido e é mais denso do que ele, afunda. Mas temos duas boas notícias: a primeira é que as areias movediças raramente passam de um metro de profundidade, a outra é que nós somos menos densos do que a areia, portanto, se relaxarmos, boiaremos! Simples assim.

O segredo para escapar da areia movediça é não entrar em pânico e não se debater, fazer movimentos muito lentos, deitar de costas, com os braços afastados do corpo, e ir nadando para a margem de forma beeeem lenta.

Areias movediças só se formam em locais onde há uma fonte de água permanente, que abastece o solo por baixo ou pelo lado. Podem ser pântanos, barras de rios, locais onde brotam minas d’água e fontes hidrotermais, por exemplo.

Os únicos lugares onde é garantido se deparar com uma areia movediça traiçoeira é nos estúdios de cinema.

Fonte: Ciência Hoje das Crianças